segunda-feira, 7 de março de 2016

ESCAPADINHA AO NORTE.

Há dezenas de anos que não visitava a região de Ovar e de Espinho, pelo que, a nossa Escapadinha, decorreu por essa região. Logo à chegada fomos à Missa na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, Igreja Paroquial de Válega. Por sinal, nunca tínhamos assistido a uma Missa onde os jovens suplantavam, por larga maioria, as pessoas menos jovens. Esta Igreja, construída no século XVIII, sofreu várias alterações e melhoramentos, mostrando hoje o que de melhor se fazia no início do século XX em azulejo. O enorme painel de azulejos onde figura Nossa Senhora do Amparo, assinado por Jorge Colaço e executado pela Fábrica Lusitânia em Lisboa. Posteriormente seguiram-se outros painéis com azulejos polícromos figurados pela Fábrica Aleluia em Aveiro. Curiosa é a localização do cemitério local. Para terminar visitámos o conjunto das sete Capelas dos Passos, em estilo rococó do século XVIII, consideradas Imóveis de Interesse Público, as quais representam um registo arquitectónico e artístico único em Portugal. Claro que não consegui resistir a visitar a Casa Cruz. É um ícone local e que acabou de juntar, aos anteriores prémios já recebidos, o de Melhor Pão-de-ló Húmido de Portugal 2015/2016.

































REPOSTA A VERDADE.

Ao fim de longos anos foi, finalmente, reposta a verdade no que à circulação rodoviária diz respeito no centro da Cidade. A circulação na Rua Marechal Gomes Freire de Andrade, voltou “quase” à normalidade, ou seja, voltou a ter o sentido descendente, à excepção do troço entre a Rua dos Hermínios e a Travessa dos Proletários. O que terá impedido a concretização de rua de sentido único? O certo é que assim fica “quase “ igual às demais vias de sentido único nesta zona da Cidade. Com esta alteração há sinais que ficaram por retirar, não fazendo sentido a sua manutenção. Poder-se-ia ter ido mais longe, mas estou certo que, com o tempo e com uma melhor apreciação no local, poderão melhorar ainda mais o trânsito nesta zona de ruas muito estreitas.






sexta-feira, 4 de março de 2016

ANCESTRAIS MUROS DE PEDRA.

É raríssimo hoje em dia a construção deste tipo de muros, tanto em Peniche como no resto do País. Estes muros, utilizando “ pedra seca”, eram comuns até aos anos 60/70 e a pouco-e-pouco foram tornando-se raridades. Foram várias as causas do quase desaparecimento desta ancestral técnica de construção; primeiro foram morrendo os “velhos” pedreiros especialistas nesta área, depois não apareciam jovens que quisessem aprender a arte, posteriormente apareceram novos tipos de muros, mais “fáceis” de construir, em tudo semelhantes aos de “pedra seca”, só que levam argamassas, rebocos ou cimentos. Nas fotos temos os dois casos, mas não há qualquer dúvida que um muro “pedra seca” é incomensuravelmente mais bonito. Felizmente em Peniche ainda existem Pedreiros com saberes e práticas que permitem manter essa ancestral tradição e pessoas que, apreciando e querendo manter os seus muros como antigamente, não se importam de fazer esse investimento.









quinta-feira, 3 de março de 2016

ARRIBAS DE SÃO BERNARDINO

Estão concluídas as obras de consolidação das Arribas de São Bernardino, não obstante os atrasos “normais” neste tipo de intervenções. Infelizmente foi preciso terem acontecido aquelas derrocadas há alguns anos atrás e delas terem resultado ferimentos em vários banhistas, para que esta obra, há muito solicitada pelos habitantes locais e outras entidades, tivesse agora o seu ponto final. Esta obra, tanto pelas suas características como pela sua dimensão, pode considerar-se única no Concelho de Peniche. Pela primeira vez as autoridades responsáveis levaram a sério as Arribas e bom seria que olhassem, com olhos de ver, para o que se está a passar nas restantes arribas no nosso Concelho e mesmo aqui na Cidade, só que não dão tanto nas vistas. Não têm praia, mas têm carros, têm pescadores, têm caravanas e têm muitos caminhantes.












terça-feira, 1 de março de 2016

INSÓLITOS DA MINHA TERRA.

Inaugurado no dia 25 de Abril de 2008, o Parque Urbano da Av. Monsenhor Bastos, renomeado pela população com o nome de Parque da Cidade, foi uma obra muito ansiada pelos amantes do passeio e da caminhada ao ar livre e em particular pelos pais que, naquele local, podem usufruir o espaço para passear com os seus filhos num ambiente saudável. No Campo de Jogos, com relva sintética, foram colocadas bancadas para, quem o assim entender, poder assistir a treinos, jogos e demais actividades. O que eu desconhecia era que, naquele mesmo local, existiam bancos cheira-cus. Tive que ir ao local para compreender o nome dado aos tais bancos. Na realidade os insólitos da minha terra ganharam mais um elemento. E que elemento.